Ana Paula Vieira Araújo falou ao Nossa Voz sobre os mais de 12 mil atendimentos à vítimas de acidente de trânsito registrados no HU-Univasf em 2025
Informações do Boletim de Morbimortalidade por Acidentes de Transporte Terrestre (ATT), divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, apontam que o Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Franciso (HU-Univasf) atendeu 10.415 vítimas de acidentes de trânsito em 2024 e 12.265 em 2025. O dado representa um aumento superior a 17% na comparação entre os dois anos, além de um crescimento de 50% desses casos ao longo dos últimos 10 anos.
Já entre janeiro e abril de 2026, foram atendidas 4.284 vítimas de acidentes de transporte terrestre no HU-Univasf. Os episódios envolvendo motocicletas representam 83% dos casos, totalizando 3.580 vítimas.
Durante entrevista ao programa Nossa Voz, desta segunda-feira (18), a enfermeira da unidade de vigilância em saúde do HU-Univasf, Ana Paula Vieira Araújo, informou que esses dados apontam uma epidemia silenciosa de acidentes de trânsito na região.
“Seja pelo uso de bebida alcoólica, pelo excesso de velocidade, o não uso de capacetes e gente percebe que está se tornando, na verdade, o que a gente chama de uma epidemia silenciosa. Que esse número vem crescendo e crescendo exorbitantemente com o passar dos anos e dos meses”, afirmou Ana Paula.
Ainda segundo a enfermeira do HU-Univasf, a grande maioria dos acidentes ocorre com motocilistas. “83% dos acidentes envolvem são motos”, disse Ana Paula destacando que o índice reflete o aumento da imprudência dos condutores no trânsito.
A profissional de saúde ressaltou que com a chegada dos períodos festivos a tendência é de aumento no número de casos. “Durante os períodos festivos, esse número acaba aumentando, concomitantemente, e a gente tem um aumento das pessoas que vem visitar o Vale. Então, consequentemente, a gente percebe que esses números tendem a aumentar”, informou Ana Paula.
A enfermeira ressaltou sobre a Campanha Maio Amarelo de conscientização no trânsito e falou sobre as ações do HU-Univasf para a educação dos condutores.
“A gente sempre traz a orientação de seguir as regras de trânsito. Elas não estão ali para nos punir, que nem muitos pensam, elas estão ali para nos instruir e evitar sequelas futuras. E aí a gente traz também a reflexão de não que tem tanta necessidade de andarem correndo, de tentarem fazer ultrapassagens incorretas”, alertou a enfermeira.



