
Em entrevista ao programa Nossa Voz desta segunda-feira (20), a neuropediatra, Tatiane Alves, explicou que a dor de cabeça em crianças, na maioria das vezes, é tensional e o excesso de telas é fator de risco para enxaqueca, além da hereditariedade
O quadro de saúde do programa Nossa Voz desta segunda-feira (20) recebeu a neuropediatra, Tatiane Alves, para tratar sobre a enxaqueca, um tipo de dor de cabeça que não é exclusividade dos adultos e que também acomete crianças.
A especialista começou explicando que a dor de cabeça representa 80% das queixas neurológicas e que na infância o sintoma de enxaqueca pode variar do que sente um adulto.
“A enxaqueca, principalmente nos adultos, pode acontecer de um lado só, que a gente chama unilateral e na infância difere um pouquinho, porque, às vezes, pode ser bilateral. E a região mais comum na criança é região frontal e têmporas”.
A especialista informou ainda que a cefaleia em crianças, geralmente, é do tipo tensional e pode estar diretamente relacionada à rotina escolar.
“Nas crianças você vai ter muita cefaleia tensional, como o nome já está dizendo, das tensões do dia a dia. A escola representa mais de 70% da vida dessa criança. Então, tudo o que acontecer na escola vai ter um impacto. Então, às vezes, a gente vê uma cefaleia em criança, no domingo ou ao acordar ou uma cefaleia pós-escola”, afirmou.
De acordo com a neuropediatra, o uso excessivo de telas é um fator de risco para o surgimento ou agravamento do sintoma e que o prolongamento dos sintomas deve ser investigado.
“Qualquer cefaleia que se prolongue por mais tempo, que impacte na vida dessa criança. Tanto na escola como em relação às questões emocionais. Porque a criança fica mais sensível a tudo. Então assim, tudo o que vem a mudar a rotina de criança, a impactar e uma frequência grande é sinal de alerta para buscar ajuda”, orientou a especialista.
As causas da enxaqueca em crianças, de acordo com a neuropediatra, em 70% dos casos, estão relacionadas à hereditariedade.
“70% das crianças que têm pais com enxaqueca, vão ter enxaqueca também. Então, é um sinal de alerta também”.
Tatiane Alves destacou que a doença em crianças, assim como em adultos, também tem tratamento.
“Quando essa criança tem uma crise que você identificou que tem um padrão de enxaqueca você vai fazer esse tratamento. Normalmente, esse tratamento acontece por 48 horas. Essa criança tomaria um anti-inflamatório de 6 em 6 horas por 2 dias. E mesmo que a criança não tenha dor, isso evita a recorrência dessa enxaqueca”, explicou.
Confira a entrevista na íntegra
A entrevista completa com a neuropediatra, Tatiane Alves, no programa Nossa Voz desta segunda-feira (20), está disponível no canal da Grande Rio FM, no YouTube, através do link.


