Fiscais da Adagro orientam sobre defesa sanitária, trânsito de animais e obrigações dos criadores de rebanho no estado

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Foto: Mídias Sociais

Entre os assuntos, fiscais agropecuários destacam sobre a Campanha de Atualização dos rebanhos que começa nesta sexta-feira (27) em todo o estado

Quando o assunto é produção animal, a saúde do rebanho também é responsabilidade do produtor e uma questão de saúde pública. Responsável por monitorar, fiscalizar e acompanhar os criadores, além de promover a prevenção e controle de doenças nos rebanhos, a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) promove ações de defesa sanitária, atuando nesse controle da saúde animal, junto aos criadores.

Para tratar sobre esse tema, o programa Nossa Voz desta segunda-feira (27), recebeu os fiscais estaduais agropecuários e médicos veterinários da Adagro, Iagmar Oliveira da Mota e Angélica Liberalino. Os fiscais reforçaram sobre a importância da defesa agropecuária, enquanto ferramenta de controle operacional e fiscalizatório dos rebanhos do estado para a prevenção de doenças. “O papel da Adagro é fiscalizar, estar junto do criador, é informar, é ter o papel educativo na sanidade dos rebanhos”, enfatizou Iagmar.

Angélica Liberalino explicou sobre a Campanha de Atualização dos Rebanhos realizada pela Adagro para a obtenção de dados sobre quantitativo animal e dados de propriedade no estado. A Campanha acontece duas vezes ao ano e os criadores devem estar atentos porque a primeira campanha de 2026 começa a ser realizada já a partir desta sexta-feira (01), presencialmente ou através do aplicativo da Adagro, o SIAPEC 3. O criador precisa ter em mãos o quantitativo dos animais e o documento do CAR, de cadastro ambiental, que traz as coordenadas da propriedade. “Todo o tipo de animal que um criador tiver, é interessante que ele vá até a Adagro ou entre no aplicativo para atualizar. Se morreu, se nasceu, porque é assim que nós temos o controle, de fato, do que está acontecendo com os rebanhos, já que nós temos um rebanho imenso em todo o estado de Pernambuco”, orientou Angélica.

Os fiscais também abordaram sobre a brucelose, doença que ainda é uma grande preocupação no campo. “A brucelose é uma doença infecto-contagiosa, extremamente danosa para o rebanho. É uma doença que afeta a reprodução dos animais, causando aborto, diminuição na produção de leite e nascimentos de bezerros defeituosos”, explicou o médico veterinário. Como forma de prevenção, Iagmar destacou que a Adagro tem metas de vacinação dos animais, medidas obrigatórias aos criadores, como o controle da entrada dos animais nas propriedades somente após exames necessários contra a brucelose, por exemplo. “É uma doença extremamente perigosa. É uma zoonose também que é transmitida pelo leite e pelo queijo. Então, é necessária a vacinação das bezerras para que essa doença possa ser prevenida no rebanho”, alertou.

A vacinação, além de obrigatória, continua sendo a principal forma de prevenção contra doenças e os fiscais orientaram sobre quem pode vacinar e como comprovar a imunização dos animais. A vacinação deve ser feita apenas por vacinador treinado e habilitado por um médico veterinário. O próprio veterinário fica responsável pela comprovação junto à Adagro de que o rebanho foi imunizado para que o criador mantenha a regularidade junto ao órgão. No caso da vacinação contra a brucelose, apenas bezerras fêmeas, de 3 a 8 meses, devem ser vacinadas. Passado esse período, a vacinação deve ser feita com outro imunizante que custa mais caro ao criador e depende de autorização para ser aplicado.

As penalidades para quem não vacinar o rebanho incorre em multas que podem chegar a 90 reais por animal. A fiscal da Adagro alerta contra tentativas de burlar a Agência com a adulteração dos dados enviados, que também são passíveis de punição do órgão ao criador irregular. “É um hábito triste, mas o pessoal tem costume de declarar que o animal nasceu macho, sendo que nasceu fêmea só para não vacinar”, revela. Segundo os fiscais, isso é passível de penalidade e pode se tornar um problema muito maior em termos de custos financeiros, após a aplicação de multas específicas para cada irregularidade detectada. Há multa também para criadores que transitam com animais sem a emissão do GTA, documento de autorização da Adagro. A multa pode variar entre 1500 e 3000 mil reais.

Veja a entrevista na íntegra

A entrevista completa com os fiscais estaduais agropecuários e médicos veterinários da Adagro, Iagmar Oliveira da Mota e Angélica Liberalino, no programa Nossa Voz, está disponível no canal do YouTube da Grande Rio FM, através do link.