Principal impasse está relacionado ao plano de saúde e à previdência dos empregados; sindicato afirma que 92% do país está parado e espera nova proposta da Caixa
A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal chega ao quinto dia nesta terça-feira (15) em Petrolina. A paralisação ocorre em meio a impasses nas negociações entre os trabalhadores e a direção do banco, principalmente em relação ao plano de saúde e à previdência dos empregados.
Em entrevista ao programa Nossa Voz desta terça-feira (15), o representante do Sindicato dos Bancários de Petrolina, Marcos Caldas, explicou que a categoria ainda não chegou a um consenso com a Caixa. Segundo ele, o principal ponto de discordância é o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos funcionários.
“Então, a Caixa Econômica não chegou a um consenso ainda com os funcionários e o principal impasse está sendo a questão do plano de saúde e previdência do banco, que é o Saúde Caixa”, afirmou.
De acordo com Marcos, na última sexta-feira (11), a Caixa chegou a ameaçar ingressar com um dissídio coletivo, mas a mobilização dos trabalhadores foi mantida. As negociações foram retomadas na segunda-feira (14), com o objetivo de buscar uma proposta considerada plausível pela categoria.
Segundo o representante sindical, os trabalhadores avaliam que, nas condições atuais, tanto o plano de saúde quanto o plano de aposentadoria podem se tornar inviáveis para os empregados, diante das perdas apontadas pela categoria.
Atendimento nas agências e canais digitais
O presidente do Sindicato dos Bancários de Petrolina, Augusto Ribeiro, também participou do Nossa Voz e explicou os impactos da paralisação para os clientes da Caixa.
Segundo ele, as agências estão mantendo um funcionamento mínimo considerado necessário, enquanto os serviços pelos canais digitais continuam disponíveis.
“Mas as operações via aplicativo, internet bank e no próprio autoatendimento da Caixa Econômica, todo esse sistema está funcionando normalmente”, explicou Augusto.
O presidente do sindicato reconheceu que a paralisação provoca dificuldades para os usuários e clientes bancários, especialmente em relação aos atendimentos presenciais e às contratações realizadas dentro das agências.
Sindicato cobra mais contratações
Além das questões relacionadas ao plano de saúde e à previdência, a categoria também reivindica a contratação de mais funcionários para reforçar o atendimento nas agências.
Augusto Ribeiro afirmou que existe uma demanda reprimida e classificou como precário o atendimento ao público em algumas unidades bancárias.
“E uma das reivindicações é mais contratações, mais gente nas agências para atender o público, porque há uma demanda reprimida no atendimento. Ou seja, existe um atendimento precário dentro das agências bancárias, notadamente Banco do Brasil e Caixa Econômica”, declarou.
Negociações devem avançar nesta terça-feira
Ainda segundo Augusto Ribeiro, a Caixa convidou os representantes dos trabalhadores para uma nova rodada de negociações nesta terça-feira (15). A expectativa é de que haja um resultado até o final do dia.
A categoria deverá fazer uma avaliação nesta quarta-feira (16) sobre a eventual proposta apresentada pela Caixa. Caso a oferta seja aceita, os trabalhadores poderão decidir pelo encerramento da paralisação e retorno ao trabalho normal.
O presidente do sindicato destacou, no entanto, que a proposta apresentada até o momento não contemplou as reivindicações dos empregados.
“A mobilização está muito forte, Marco Aurélio, a nível nacional tá 92% do Brasil está parado na questão banco Caixa Econômica. E a gente está aguardando uma proposta que seja decente”, afirmou.


