
Ex-deputado federal e ex-prefeito de Petrolina disse ainda que pressão é perda de tempo, mas que as pessoas têm o direito de “espernear”
Em entrevista ao programa Nossa Voz desta terça-feira (02), o ex-deputado federal e ex-prefeito de Petrolina, Guilherme Coelho, comentou sobre o movimento que busca pressionar a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), a anunciar a chapa majoritária, sobretudo, no que diz respeito à escolha de quem ocupará a vaga ao Senado em sua base.
A disputa, que tem esquentado os bastidores da base governista, envolve, diretamente, o primo de Guilherme Coelho, o pré-candidato ao Senado e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que, no último fim de semana, endureceu discurso e afirmou, publicamente, que não pretende abrir mão de sua pré-candidatura à Casa Alta mesmo que não haja acordo dentro da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Aliados de Eduardo da Fonte, que também protagoniza a disputa por vaga ao Senado na chapa de Lyra, cobram definição da Federação.
Durante a entrevista, Guilherme Coelho teceu crítica sobre essa pressão dos aliados pela decisão de Raquel Lyra também sobre o nome de quem concorrerá ao seu lado na vaga de vice. Ele disse que pressionar a governadora é perda de tempo.
“Quem tá pressionando a governadora está perdendo tempo. Não se pressiona. Governadora é governadora. Raquel sabe o que faz. E essa questão de estar pressionando o governo, a governadora na hora que ela quiser, no tempo que ela quiser, ela vai fazer”, afirmou.
Guilherme Coelho subiu o tom da crítica dizendo que as pessoas têm o “direito de espernear”, mas que é preciso ter respeito pela liderança da governadora.
“Muitas vezes, as pessoas estão fazendo isso, é o direito de espernear. As pessoas têm esse direito. Então, eu acho que precisa haver um respeito a liderança dela que nós temos”, disse.
Coelho prosseguiu reafirmando a defesa e o apoio à reeleição de Lyra.
“A gente tem orgulho dessa mulher. Ela não para. E ela está fazendo um belo trabalho, ela tá fazendo um trabalho fantástico. Ela tem entrega no estado inteiro. Então, a gente precisa respeitar a governadora. Simples assim”, defendeu.
Guilherme Coelho também comentou sobre sua escolha pela dedicação ao Agro, mesmo com sua experiência na política do município e do país.
“Eu não sou candidato. Meu momento, hoje, é me dedicar a esse negócio do agro. Vocês sabem que eu não largo vocês que estão me ouvindo aí dos projetos. Eu com cargo, sem cargo, tudo, eu estou com vocês”, afirmou Guilherme que possui ampla trajetória no agronegócio e na fruticultura irrigada e, recentemente, foi nomeado presidente do Conselho de Administração da Embrapa.
Ele também comentou sobre as lideranças de Petrolina que já colocaram nome na disputa para as eleições deste ano e destacou que Petrolina precisa de maior representação na política do estado.
“Ronaldo [Silva] esses dias declarou apoio a Elismar. Eu tenho o maior carinho por aquele rapaz. Eu sou fã daquele menino. É uma candidatura muito lícita. Ele se coloca muito bem representando no agro. E também tem Júlio Lóssio, que está colocando o nome dele. Enfim, tem Lara também, tem Gilmar, o Diogo Hoffman. Então, agora, a gente precisa eleger. Porque quem teve cinco deputados, hoje, nós temos um. A gente precisa ampliar. A gente precisa ter representatividade”, disse Guilherme.
O empresário pontuou a importância de maior representação de Petrolina na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), sobretudo, do ponto de vista do fortalecimento do agronegócio no município.
“A gente é uma cidade do agro. Como é que a gente não tem um representante da agricultura dentro da assembleia? Com muito respeito que eu tenho, os deputados federais estão aí, mas não são do agro. Então, a gente precisa dar o suporte. E o agro aqui, o agro precisa eleger. Porque senão fica solto, ninguém defende”, ressaltou.

