Manifestantes interditam trecho da BR-116 em protesto por rota alternativa após interdição da ponte sobre o Rio Brígida em Orocó

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Foto: Reprodução/Blog Didi Galvão

A ponte foi interdidata pelo DNIT em 24 de agosto. Desde então, condutores que trafegam pelo trecho devem seguir rotas alternativas que, segundo os manifestantes, são mais longas e levam mais tempo para escoar produtos agrícolas e acessar serviços de saúde em outros municípios

Moradores, produtores, comerciantes e lideranças indígenas interditaram o trecho da BR-116, em Belém do São Francisco, na manhã desta quarta-feira (2), para cobrar agilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para liberar alternativa de tráfego entre Orocó e o município de Cabrobó após a interdição da ponte sobre o Rio Brígida.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a manifestação deixou o Trevo do Ibó totalmente fechado, com reflexos no trânsito da BR-428.

A ponte sobre o Rio Brígida foi interditada pelo DNIT em 24 de agosto. Segundo o Departamento, a interrupção foi realizada como medida preventiva para garantir a segurança dos usuários da via.

Sem prazos para liberação, o órgão informou que a medida permanecerá em vigor até a conclusão das avaliações técnicas e a adoção das providências necessárias para assegurar condições adequadas e seguras de circulação na estrutura.

Após quase duas semanas de interdição, os manifestantes apontam que a medida vem provocando impactos na rotina de moradores e na economia de municípios do Sertão do São Francisco. Além da conclusão das melhorias na estrutura da ponte, eles pedem que o desvio que está sendo construído no local seja providenciado de forma mais célere.

Em entrevista ao programa Nossa Voz desta quarta, o Cacique Neguinho Truká, um dos organizadores da manifestação, informou que a interdição promoveu o isolamento dos municípios de Orocó e Cabrobó do município de Petrolina, onde comercializam produtos.

“O que a gente espera do DNIT é uma resposta mais rápido possível para essa situação de quando ela vai se resolver. Porque o povo Truká por exemplo, aqui na Ilha da Assunção, toda nossa produção agrícola é escoada pelos compradores de Petrolina. Grande maioria dela em torno de 65% a 70%”, disse.

Ainda segundo o cacique, para além de dificultar o escoamento da produção, as rotas alternativas autorizadas pelo DNIT também aumentam o tempo de viagem para acesso a serviços de saúde em Petrolina e também na cidade baiana de Juazeiro.

“Outra grande situação é a saúde nossa. Nós temos aqui dentro da aldeia, no nosso município, o atendimento básico. Nossa média e alta complexidade, um dos pontos de referência é Petrolina e Juazeiro. E aumentou todo esse desvio por fora, indo pelo Ibó, é uma viagem que era de 1h40, 2 horas, agora está levando em torno de 3h30 a 4 horas”.

O DNIT iniciou a construção de uma nova rota alternativa para a ponte, mas segundo o Cacique a obra está praticamente parada.

“Nós sabemos que tem lá no trecho uma retroescavadeira do DNIT trabalhando, uma bomba montada para fazer o escoamento da água, para dar uma baixada para poder trabalhar, mas o maquinário pesado que tem que que ter que é um maquinário específico para transportar rocha, lidar com grandes pesos para fazer essa passagem, até agora não chegou”, disse.

O Cacique informou ainda que as lideranças têm buscado soluções junto ao Governo Federal, em Brasília.

“Estamos fazendo a articulação com os ministérios em Brasília, com o Ministério dos Povos Indígenas, a Casa Civil da Presidência da República para tentar ver, de fato, como vamos resolver essa situação o mais rápido possível. Era para o DNIT, antes de ter interditado a ponte, ter pensado nesse desvio para a cidade de Cabrobó e Orocó não ficar isolada da forma que está”, afirmou.

A redação do Blog Nossa Voz entrou em contato com o DNIT para pedir um posicionamento sobre as reivindicações dos manifestantes e aguarda retorno. Até o momento, a orientação do Departamento é para que os condutores utilizem as seguintes rotas alternativas:

Desvio Rota Norte: (em ambos os sentidos)

Orocó – Lagoa Grande – Parnamirim – Salgueiro – Cabrobó:
BR-428/PE (Orocó – Lagoa Grande) – BR-122/PE – PE-555 – BR-316/PE (Parnamirim) – BR-232/PE (Salgueiro) – BR-116/PE (Trevo do Ibó) – BR-428/PE (Cabrobó)

Desvio Rota Sul: (em ambos os sentidos)

Cabrobó/PE – Trevo do Ibó – Bendegó/BA – Juazeiro/BA – Petrolina/PE – Lagoa Grande/PE – Orocó/PE:
BR-428/PE (Cabrobó) – BR-116/PE (Trevo do Ibó – Div. PE/BA) – BR-116/BA (Bedegó) – BR-235/BA (Juazeiro) – BR-407/BA (Juazeiro) – BR-407/PE (Petrolina) – BR-428/PE (Orocó)

O DNIT orienta os motoristas a planejarem seus deslocamentos com antecedência e a redobrarem a atenção durante o trajeto.

Desvio Rota Norte (em ambos os sentidos) – Rota Norte :

– BR-428/PE (Orocó – Lagoa Grande) – BR-122/PE – PE-555 – BR-316/PE (Parnamirim) – BR-232/PE (Salgueiro) – BR-116/PE (Trevo do Ibó) – BR428/PE (Cabrobó);
– BR-428/PE (Santa Maria da Boa Vista) – PE-550 (Urimamã) – PE-555 (Parnamirim) – BR-316/PE (Parnamirim) – BR-232/PE (Salgueiro) – BR116/PE (Trevo do Ibó) – BR-428/PE (Cabrobó) [O segmento da PE-550 é indicado apenas para veículos leves];
– BR-428/PE (Cabrobó) – PE-499 (Cabrobó até BR-232/PE) – BR-316/PE (Parnamirim) – PE-555 (Parnamirim) – PE-550 (Urimamã) – BR-428/PE (Santa Maria da Boa Vista)
O segmento de Terra Nova à BR-232/PE na PE-499 requer atenção do usuário e é indicado apenas para veículos leves.

Desvio Rota Sul (em ambos os sentidos) – Rota Sul:

– BR-428/PE (Cabrobó/PE) – BR-116/PE (Trevo do Ibó/PE até Div. PE/BA) BR-116/BA (Bedegó/BA) – BR-235/BA (Juazeiro/BA) – BR-407/BA (Juazeiro/BA) – BR-407/PE (Petrolina/PE) – BR-428/PE (Orocó/PE);
– BR-428/PE (Orocó/PE) – BR-407/PE (Petrolina/PE) – BR-407/BA (Juazeiro)- BA-210 (Juazeiro/BA) – BR-116/BA (Abaré/BA) – BR-116/PE (Div. BA/PE até Trevo do Ibó/PE) – BR-428/PE (Cabrobó/PE)
O segmento da BA-210 é indicado apenas para veículos leves.