Moradores da Rua G, no bairro Vale do Grande Rio, denunciam uma série de problemas que, segundo eles, vêm afetando diretamente a qualidade de vida da comunidade. O principal deles é um esgoto estourado há mais de 15 dias, que já provoca mau cheiro intenso, risco estrutural e até invasão de água contaminada em residências.
A equipe esteve no local na manhã desta segunda-feira (23) e constatou a situação. Além do esgoto a céu aberto, a população também reclama da falta de iluminação pública, acúmulo de lixo nas ruas e problemas na infraestrutura, cenário que se agrava por estar próximo a uma escola da comunidade.
Segundo os moradores, diversos chamados já foram feitos à Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), mas até agora nenhuma providência efetiva foi tomada.
“Essa boca de lobo está estourada há mais de 15 dias. A gente liga, liga e ninguém vem resolver. O que a gente quer é uma solução”, afirma a moradora Dona Dina.
A situação é ainda mais grave para quem vive mais próximo do ponto de vazamento. A dona de casa Rita relata que o esgoto já invadiu a residência dela.
“Minha casa está sendo invadida pela água de esgoto. A gente não aguenta mais o fedor, muriçoca. O calçamento também está prestes a ceder”, desabafa.
Além do desconforto, os moradores apontam riscos à saúde pública. O contato constante com a água contaminada preocupa principalmente por conta de crianças e animais.
O morador Valdir, que trabalha em uma pequena oficina, diz que já teve prejuízos.
“Essa água retorna e entra dentro do meu ponto. Fico sem poder trabalhar. Isso aqui é um problema de saúde pública. A gente entra em casa com essa água suja, crianças brincam na rua, cachorro bebe essa água”, relata.
Outro problema recorrente na região é a falta de iluminação pública. De acordo com os moradores, o trecho entre a Rua 5 e a Vila Salinas está completamente às escuras, mesmo após obras recentes no canal da localidade.
“São mais de 700 casas novas e tudo no escuro. A gente paga taxa de iluminação pública e não tem o serviço completo”, afirma o morador Léo Vinícius.
Ele também denuncia acúmulo de lixo em avenidas próximas e cobra ações mais efetivas do poder público.
A comunidade afirma que já realizou diversos pedidos e protocolos, mas reclama da falta de retorno.
“Não dá mais para viver assim. A gente não consegue nem sentar na calçada por causa do mau cheiro. Queremos que as autoridades olhem por nós”, diz uma das moradoras.



