A Polícia Civil da Bahia concluiu o inquérito que investigou as agressões que provocaram a morte de Márcio Pastor, no dia 7 de julho, nas proximidades do Camelódromo 2 de Julho, no Centro de Juazeiro.
De acordo com informações divulgadas nesta terça-feira (28) pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Juazeiro, a investigação constatou que o inspetor da Guarda Civil Municipal Walter Pimentel não teve participação no episódio.
A conclusão foi baseada em depoimentos e na análise das imagens de câmeras de segurança. Conforme o inquérito, as gravações registraram a ação e não identificaram a presença do servidor municipal no local no momento das agressões.
Outro homem apontado como autor confessou ter agredido Márcio Pastor. Durante o depoimento, ele alegou ter agido em legítima defesa e também declarou que Walter Pimentel não estava presente durante a ocorrência.
A alegação de legítima defesa foi apresentada pelo próprio autor das agressões. Caberá às autoridades responsáveis avaliar a versão a partir das provas reunidas durante a investigação.
Relembre o caso
Márcio Pastor morreu na tarde de 7 de julho após ser atingido durante uma briga registrada nas proximidades do Terminal Urbano e do Camelódromo 2 de Julho. Informações divulgadas naquele dia indicavam que ele havia sido atingido por uma paulada e morreu antes da chegada do socorro.
Os primeiros relatos atribuíram a agressão a um guarda municipal que estaria de folga. Diante da repercussão, Walter Pimentel prestou depoimento na Delegacia de Polícia Civil de Juazeiro, negou ser o autor da agressão e foi liberado após ser ouvido.
No dia seguinte ao caso, informações preliminares da investigação já apontavam que as testemunhas ouvidas não confirmavam o envolvimento do guarda municipal. Na ocasião, a Polícia Civil informou que outro homem havia confessado a agressão e alegado legítima defesa.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil confirmou que o servidor não participou dos fatos e que sequer estava no local no momento da ocorrência.
Em nota, a Guarda Civil Municipal de Juazeiro reafirmou o compromisso com a legalidade, a ética, a promoção da paz e o respeito aos direitos dos cidadãos. A instituição declarou ainda que não compactua com atos de violência nem com condutas incompatíveis com os princípios do serviço público. (Fontes: Ascom/Prefeitura de Juazeiro, com informações da Polícia Civil da Bahia)



