Candidata ao Governo de Pernambuco respondeu a pergunta da Grande Rio FM 100,7 durante sabatina realizada pela Rádio Cidade 99.7, em Caruaru
A Grande Rio FM 100,7 participou, nesta sexta-feira (11), da sabatina com os candidatos ao Governo de Pernambuco realizada pela Rádio Cidade 99.7, em Caruaru. A pergunta da emissora foi formulada pela apresentadora da Rádio Grande Rio FM de Petrolina, Neya Gonçalves, e direcionada à candidata à reeleição, Raquel Lyra.
Na pergunta, Neya destacou o Canal do Sertão, projeto estratégico de infraestrutura hídrica planejado para levar água do Rio São Francisco à região do Sertão do Araripe. A apresentadora questionou qual seria a ordem de prioridade da obra em uma eventual nova gestão e quais esforços seriam feitos para viabilizar sua concretização.
“Sabemos que articulação política todos prometem. O que eu gostaria de saber objetivamente é em que ordem de prioridade estaria a concretização dessa obra e que esforços sua gestão a subirá para a realização desse marco do desenvolvimento do Sertão de Pernambuco?”, questionou Neya Gonçalves.

Em resposta, Raquel Lyra iniciou cumprimentando os moradores de Petrolina e citou ações relacionadas ao abastecimento de água no Sertão do São Francisco.
“Nós estamos dobrando a capacidade de entrega de água na cidade de Petrolina”, afirmou a candidata. Ela também disse que o rodízio de água foi encerrado no município de Lagoa Grande e mencionou ações para levar abastecimento à zona rural.
Raquel Lyra afirmou ainda que mais de 1.200 obras na área rural estão mapeadas e sendo executadas com recursos garantidos pelo Estado. Segundo ela, estão previstos R$ 30 bilhões em investimentos para universalização do abastecimento de água e tratamento de esgoto em Pernambuco.
Ao abordar obras hídricas, a candidata citou investimentos e projetos de barragens, entre eles São Bento do Una, Engenho Pereira, Engenho Maranhão, Serra Azul, Panelas, Gato, Garapeba e Barra de Guabiraba.
Sobre o Canal do Sertão para o Araripe, Raquel Lyra afirmou que a obra está relacionada a outras iniciativas de infraestrutura hídrica e desenvolvimento regional.
“E o Canal do Sertão para o Araripe, a gente está fazendo a Adutora de Negreiros, ele mata a sede da população para beber água, para lavar roupa, para tomar banho, para levar o menino para a escola”.
Na sequência, a candidata relacionou o Canal do Sertão, o Canal de Entremontes e a própria transposição do Rio São Francisco à possibilidade de ampliação dos perímetros irrigados no Vale do São Francisco.
“Agora a gente sabe que tem grandes oportunidades de fazermos duas vezes os perímetros irrigados do Vale do São Francisco, garantindo emprego e renda para o nosso povo.”
Segundo Raquel Lyra, essas obras seriam fundamentais para promover um novo ciclo de desenvolvimento no Sertão de Pernambuco, com geração de emprego e renda.
“Para isso, o canal do Sertão, o canal de Entre Montes, a própria transposição do São Francisco são fundamentais para a gente dar um novo salto de desenvolvimento e gerando emprego e renda para o pequeno que mora no Sertão, que não tem oportunidade de trabalho.”
Ao concluir a resposta, a candidata defendeu a necessidade de planejamento e articulação para viabilizar os investimentos.
“Precisa de gente madura, que saiba planejar, que saiba construir pontes e trazer resultado de verdade”.
Críticas ao PSB e referência a João Campos
Durante a resposta, Raquel Lyra também fez críticas à gestão anterior do PSB e mencionou uma proposta atribuída ao candidato João Campos. “É curioso, como se diz, que vai fazer 90 obras com 8 bilhões e garantir a universalização de água em Pernambuco”, afirmou.
A candidata comparou o volume de investimentos anunciado em sua gestão com o período anterior. “E sabe, se o governo tivesse no mesmo ritmo do governo do PSB que me antecedeu, que investia para tudo 1 bilhão e meio de reais, quando chegaríamos a dar 30 bilhões só para água e para tratamento de esgoto?”, disse.
Ao longo da resposta, a governadora apresentou obras e investimentos na área hídrica como exemplos de ações de sua gestão e voltou a defender a necessidade de planejamento e articulação política para viabilizar projetos estruturantes para o Sertão.



