Governadora cita trajetória no serviço público, diz ser alvo de notícias falsas e atribui parte das críticas ao machismo na política
Em entrevista à CNN nesta terça-feira (9), a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), rebateu críticas de adversários que associam seu crescimento nas pesquisas eleitorais a uma suposta campanha de ataques contra o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), nas redes sociais.
Ao responder às acusações, Raquel citou sua trajetória no serviço público, afirmou ser alvo de fake news e atribuiu parte dos ataques ao machismo na política.
Questionada sobre a alegação de que apoiadores de seu grupo político estariam disseminando informações para prejudicar adversários, a governadora disse responder às críticas com a própria história profissional.
“Eu respondo com a minha trajetória. Eu sou servidora pública desde os meus 20 e poucos anos. Fui advogada do Banco do Nordeste, fui delegada da Polícia Federal e sou procuradora do Estado desde 2005”, afirmou.
Raquel também negou envolvimento com práticas que considera incompatíveis com sua atuação política e disse ser alvo de notícias falsas.
“Eu tenho recebido ataques de fake news querendo me vincular a esquemas de corrupção. Para quem me conhece de perto e a população de Pernambuco sabe muito bem: você pode falar o que for de mim, mas não pode falar que sou desonesta, nem que eu não sou trabalhadora”, declarou.
Confira o trecho da entrevista.
Comparação com adversários
Em um dos momentos mais enfáticos da entrevista, a governadora afirmou que não aceita ser comparada a adversários. “Não me meçam com a sua régua, porque eu tenho sofrido ataques”, disse.
Segundo ela, parte das críticas vem de setores que não acreditavam que uma mulher vinda do interior do estado pudesse alcançar o governo e apresentar resultados administrativos. A governadora também associou os ataques à condição de primeira mulher eleita para comandar Pernambuco.
“O componente de machismo está aí, não tenha dúvida nenhuma. Nós vivemos uma cultura machista muito forte”, afirmou.
Ela acrescentou que, além do machismo, enfrenta ataques pessoais marcados por mentiras e narrativas falsas. Segundo a governadora, casos envolvendo perfis falsos e disseminação de fake news estão sendo alvo de medidas judiciais. “Isso é intolerável e isso é para responder na Justiça”, afirmou.
Ao final da resposta, Raquel disse que enfrentou tentativas de enfraquecimento político desde o início do mandato, mas afirmou que seguirá focada na gestão. “O poder de Pernambuco não tem dono. Quem é dono do poder de Pernambuco é seu povo. Eu estou aqui como representante dele”, declarou.
JC PE



