Outros nove municípios estão em situação de risco e outros 49 estão em alerta
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) divulgou, nesta segunda-feira (11) que seis cidades baianas estão em epidemia de dengue. São elas:
Alagoinhas
Campo Alegre de Lourdes
Maraú
Remanso
Santa Maria da Vitória
Uauá
Outros nove municípios estão em situação de risco. São eles:
Araci
Aramari
Aratuípe
Buritirama
Casa Nova
Curaçá
Itiúba
Mucugê
Teodoro Sampaio
Outros 49 estão em alerta.
“Quando a gente classifica um município em epidemia, estamos dizendo que a transmissão está acima do esperado”, explicou Rafael Gomes, técnico da vigilância epidemiológica do Estado.
Em 2026, a Sesab registrou uma redução de 41% no número de casos prováveis de dengue. Até segunda-feira, foram notificados 10.162 casos e quatro óbitos, enquanto no mesmo período de 2025 foram registrados 17.236 casos e cinco mortes.
O profissional alertou ainda que mesmo com a redução de casos prováveis em relação ao ano passado, as ações de medidas preventivas não devem parar.
“A população deve trabalhar junto com o poder público sempre. Temos o trabalho dos agentes de combate às endemias que fazem as visitas domiciliares, que auxiliam a população dentro de casa, mas as pessoas devem disponibilizar ao menos 10 minutos por semana para verificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, como vasos de plantas e garrafas com presença de água parada”, destacou.
Vacinação
Além disso, a Sesab ressaltou que outra medida de prevenção é a vacinação, que atualmente está disponível para adolescentes de 10 a 14 anos e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS, com idade entre 15 e 59 anos, 11 meses e 29 dias.
A escolha desse grupo deve-se à natureza do trabalho desses profissionais, que atuam diretamente na assistência e na prevenção dentro das comunidades.
Entre os beneficiados estão:
Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem;
Agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE);
Odontólogos, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, profissionais das equipes multiprofissionais, nutricionistas e farmacêuticos.
Equipe de resposta rápida
A equipe de resposta rápida da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde, da Sesab, pode ser acionada a qualquer momento para atuar de forma integrada com a gestão municipal, com foco no fortalecimento da capacidade de resposta local no combate à dengue.
Entre as ações, destacam-se a instalação da sala de crise e da sala de situação, o apoio à organização da rede assistencial com abertura de leitos, além do suporte técnico às equipes de atenção básica, agentes comunitários de saúde e equipes de combate às endemias.
A equipe também desenvolve atividades de análise epidemiológica, qualificação das informações em saúde, definição de estratégias de intervenção e elaboração de plano de comunicação, com o objetivo de ampliar a orientação à população e contribuir para a redução de riscos.
A tarde



