Sindicato dos Bancários de Petrolina e região adere à paralisação nacional e realiza protesto na praça do Bambuzinho

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Foto: Marco Aurélio/Nossa Voz

Categoria cobra reajuste salarial e avanço nas negociações de 2026

O sindicato dos Bancários de Petrolina e região realizaram uma manifestação na manhã desta quinta-feira (20), na praça do Bambuzinho, na área central do município, em protesto pelo avanço nas negociações da campanha salarial 2026. A categoria cobra reajuste dos salários e benefícios, aumento do piso e mudanças na participação nos lucros e resultados (PLR).

O protesto dos servidores de Petrolina e região ocorre em adesão à paralisação nacional da categoria realizada nesta quinta.

“É uma manifestação a nível nacional dos bancários para poder chamar a Fenaban para que apresente uma proposta decente aos bancários. Até agora tivemos sete rodadas sem apresentação de nenhuma proposta financeira, nenhuma proposta de saúde, nenhuma proposta de melhoria de trabalho. Na próxima segunda-feira teremos uma nova reunião e nós estamos hoje fazendo essa movimentação a nível nacional para poder pressionar os os banqueiros que tragam uma proposta para que a gente possa negociar”, disse o vice-presidente do Sindicato, Marcos Caldas.

Ainda de acordo com o vice-presidente, os sindicatos esgotaram todas as tratativas e a categoria já discute a possibilidade de realização de greve geral.

“Nós já esgotamos todas as tratativas. No dia 1º encerra a nossa data-base e aí nós temos que negociar até a próxima semana. A partir de segunda-feira, a Fenaban vai fazer uma nova reunião e nessa data nós vamos reunir e ver se vamos ter realmente uma paralisação de greve geral ou não. A partir de segunda-feira, o movimento sindical realmente vai endurecer e se não houver uma proposta decente, existe uma possibilidade de greve geral em todo o país”, disse Caldas.

Durante discurso realizado no protesto, o presidente do Sindicato dos Bancários de Petrolina, Augusto Ribeiro, fez denúncias sobre a sobrecarga de trabalho nas agências e desvios de função.

“Cada um aqui trabalhando por três, quatro ou até cinco. E as metas abusivas, elas são abusivas mesmo. Todo dia a gente tem que vender produto, vender produto, fazer casadinha que é errado, mas nós fazemos, infelizmente. Ontem mesmo eu fui numa reunião dentro de uma unidade aqui bancária, estava um gerente com todos os papéis para vender consórcio, previdência, os produtos do banco. Então, ele está preocupado em vender os produtos. Hoje nós somos vendedores de produtos. Nós não somos bancários”, disse o presidente.

Ainda de acordo com o presidente, a situação é nacional.

“E é dessa forma que está acontecendo no Brasil, não é só em Petrolina não. E a gente precisa dar um basta”, protestou.

A redação do Blog Nossa Voz entrou em contato com a Federação Nacional de Bancos (Fenaban). Por meio de nota, a Federação disse que recebeu, em 24 de junho, a pauta de reivindicações referente à campanha salarial deste ano. Informou ainda que as negociações seguem o cronograma estabelecido, e que esperam, ao longo desse processo, alcançar um entendimento satisfatório para ambas as partes. A Federação não respondeu a respeito da denúncia de desvio de função feita pelo Sindicato dos Bancários de Petrolina.