Varizes: fatores hormonais e herança genética são as principais causas, explica cirurgiã vascular, Dra. Alanna Coelho

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Foto: Mídias sociais

Entrevistada no quadro de saúde do programa Nossa Voz desta segunda-feira, cirurgia falou sobre condição que afeta, sobretudo, a saúde vascular feminina

A saúde vascular feminina exige atenção contínua devido a fatores hormonais, gestação e envelhecimento que aumentam o risco das chamadas varizes, que causam inchaço e podem evoluir para trombose e outras doenças cardiovasculares. Para falar sobre esse assunto, o programa Nossa Voz desta segunda-feira (4), recebeu a cirurgiã vascular, Dra. Allana Coelho.

A especialista começou falando sobre o porquê de as veias varicosas afetarem mais a saúde feminina do que a masculina. Ela destacou, sobretudo, fatores hormonais como a principal causa dessa condição em mulheres. “Principalmente, pela carga hormonal, na verdade, pela alteração hormonal durante todas as fases da vida da mulher. Primeiro na adolescência, posteriormente, no período gestacional e na menopausa. E aí, é interessante procurar um ginecologista, um cirurgião vascular que têm que ser inclusos na rotina de cuidados”, explicou.

De acordo com a especialista, existem três tipos de doenças vasculares: as crônicas, as habituais e as de urgência e emergência. “Com relação às habituais, nós temos a famosa insuficiência venosa. É uma doença do nosso sistema circulatório que se manifesta por meio de varizes. Porém, além das varizes, nós temos os sintomas que nós, mulheres que trabalhamos o dia todo, provavelmente, teremos dores nas pernas, inchaço, formigamento e coceira, que são sinais de alerta de que alguma coisa pode estar errada na nossa circulação. Por conta disso, nós temos as medidas preventivas”, detalhou.

Por isso, ela orientou que, na presença desses sintomas, a mulher realize consultas regulares com um médico vascular de confiança, principalmente, se ela passar o dia inteiro em pé ou sentada ou fizer uso de salto alto, por exemplo. A Dra. Allana alertou ainda que é importante não negligenciar os sintomas porque eles tendem a se tornar mais intensos com o passar do tempo, caso não haja um tratamento adequado. “Todos esses sintomas, eles vão se acumulando ano após ano. Então, uma mulher de 30 anos vai ter uma carga sintomática de varizes e essa mesma mulher aos 40 anos já vai ter esse acúmulo desses 10 anos que se passaram. Então, é muito mais doença a se tratar”, alertou.

Sobre o tratamento, a especialista falou sobre a importância da prevenção e da busca por atendimento profissional. “A gente age com prevenção, a gente diminui sintomas, melhora a qualidade de vida dessa mulher e dá para ela muito mais liberdade, porque a gente sabe que, hoje, as varizes é como se fossem uma prisão invisível, porque a maioria das queixas que eu escuto, doutora, há muito tempo eu não tenho vontade de colocar um short, de colocar um biquíni, porque eu tenho vergonha das minhas pernas, do que as pessoas vão vão dizer, vão pensar ao ver minhas pernas. Então, a gente tenta trazer de volta, resgatar essa liberdade e essa autoestima para as mulheres”, enfatizou.

A entrevista com a cirurgiã vascular prosseguiu com informações sobre as influências do uso do anticoncepcional e da gravidez sobre a saúde vascular feminina. Além disso, ela explicou que causas genéticas, além das hormonais, também são fatores de pré-disposição para a doença. “A insuficiência venosa é uma doença de herança. Então, cada um vai recebendo esse componente de herançã. As varizes são a herança que a gente recebe. A manifestação da doença vai depender do nosso dia a dia”, informou.

Segundo a especialista, o tratamento vascular pode ser feito pelo SUS. “Falando da nossa cidade, nós estamos tendo mutirões de escleroterapia. Acredito que é muita gente já conheça. É um tratamento que desafoga o SUS e as necessidades dos pacientes em relação às cirurgias vasculares”.

Veja a entrevista completa

A entrevista completa sobre a saúde vascular feminina, com a Dra. Allana Coelho, no programa Nossa Voz, está disponível no canal do YouTube da Grande Rio FM, através do link.