Com investimento de R$ 21 milhões, projeto que levará tecnologia de biodessalinização para comunidades de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, foi lançado na manhã desta sexta (26), na sede da Embrapa Semiárido, em Petrolina
A Embrapa realizou na manhã desta sexta-feira (26), o lançamento do Projeto Sal da Terra, em Petrolina. O ato aconteceu no Campo Experimental da Caatinga, localizado na sede da Embrapa Semiárido, e contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, da diretora de Tecnologia Social e Economia Solidária do Ministério, Sonia da Costa, além da diretora-executiva de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa, Ana Margarida Castro Euler.
Representantes de instituições parceiras, pesquisadores, técnicos e lideranças comunitárias também participaram do lançamento do projeto que levará tecnologias em agricultura biossalina para comunidades atendidas pelo Programa Água Doce na região Nordeste. Coordenado pela Embrapa Semiárido e financiado pelo Programa Águas para o Semiárido, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o projeto será executado ao longo de três anos e deverá mobilizar cerca de R$ 21 milhões em ações nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.
“Essa é uma iniciativa estratégica de tecnologia social e inovação, o sal da terra. É converter conhecimento em solução concreta para melhorar a vida das pessoas. É transformar, pelo conhecimento brasileiro, o rejeito salino gerado pelo sistema de saneamento em oportunidade produtiva, promovendo o uso sustentável da água, segurança hídrica e alimentar, geração de renda e o fortalecimento da agricultura familiar”, disse a ministra durante discurso no lançamento.

O projeto Sal da Terra conta com investimentos do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia (FNDCT). A diretora de Tecnologia Social e Economia Solidária do Ministério, Sonia da Costa, destacou sobre como será feito o diagnóstico das comunidades que serão contempladas pelo projeto.
“São R$ 21 milhões investidos na Embrapa Semiárido, que está coordenando esse projeto junto à seis estados. Todo o diagnóstico sobre quais as comunidades que vão receber essa vitrine tecnológica está sendo feito em parceria com os governos do estado e com o Programa Água Doce do MIDR. Então, essa parceria interministerial e com as comunidades está permitindo que nós tenhamos a seleção de cada uma das comunidades que serão beneficiárias dessa tecnologia social. Essas comunidades estão sendo definidas, principalmente, em assentamentos porque nós entendemos que é a partir desse projeto que nós vamos estar gerando renda também”, afirmou a diretora.
A diretora-executiva de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa, Ana Margarida Castro Euler, destacou a importância do projeto para a adaptação às mudanças do clima e do trabalho da Embrapa.
“A América Latina e a África que são e que serão cada vez mais responsáveis por alimentar o mundo. Eles vêm até aqui buscar o que a gente tem já de soluções como essa, que bem está sendo apresentada agora, para adaptação ao clima, para convivência com a seca, para a produção de uma fruticultura, que não só, alimenta todos os nós brasileiros, mas o mundo inteiro (…) A Embrapa veio em 50 anos de história até 2023. Mas esses 50 anos de história, eles só foram possíveis porque houve investimento em pessoas, infraestrutura e que isso se transformou em ciência, em tecnologia, em inovação e em política pública, que é o que a gente está fazendo aqui”, afirmou Ana Euler.
O coordenador do projeto Sal da Terra e Chefe Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Semiárido, Diogo Denardi Porto, explicou que o projeto conta com duas linhas: uma de pesquisa e outra de transferência de tecnologia.
“A parte de pesquisa do projeto, ela é concentrada na Embrapa e, principalmente, aqui, no nosso campo experimental. E, nessa parte, a gente vai desenvolver uma série de linhas independentes, mas todas com esse objetivo de aumentar as possibilidades de uso das águas salobras para a produção de alimentos, para a produção florestal também. E a outra parte do projeto de transferência de tecnologia é onde nós vamos instalar as unidades produtivas em agricultura biossalina nas comunidades”, detalhou Porto.
Segundo Porto, ao todo, serão 50 unidades produtivas em agricultura biossalina nos seis estados. O projeto levará a tecnologia para as comunidades também por meio de capacitações em campo e demonstrações voltadas para a segurança alimentar, segurança hídrica e qualidade de vida nas comunidades.



