Miguel Coelho reafirma candidatura ao Senado e confiança na escolha de Raquel Lyra, mas não descarta possibilidade de candidatura independente

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O ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado Federal, Miguel Coelho (UB), em entrevista ao programa Nossa Voz desta terça-feira (7). Foto: Mídias Sociais/Nossa Voz

Em entrevista ao programa Nossa Voz desta terça-feira (7), Miguel Coelho afirmou que não tem dificuldade em considerar candidatura independente e, se o cenário assim se encaminhar, pré-candidato disse que manterá apoio à reeleição da governadora

O ex-prefeito de Petrolina, presidente do União Brasil em Pernambuco e pré-candidato ao Senado Federal, Miguel Coelho (UB), manteve postura firme ao defender sua candidatura, após decisão majoritária da Federação União-Progressista pela indicação de Eduardo da Fonte como o pré-candidato ao Senado.

Em entrevista ao programa Nossa Voz desta terça-feira (7), Miguel Coelho afirmou que não pode haver veto à candidaturas e que, mesmo com a definição da diretoria estadual, o próprio estatuto da Federação permite que ambos sejam candidatos.

“Respeito, enfim, não apenas o projeto do deputado Eduardo da Fonte, como qualquer um. Acho que na política, você não pode ter veto a quem quer que seja, sejam a aliados, muito mais adversários também, e entendo que na federação somos dois partidos grandes, tanto União Brasil quanto o PP, que tem quadros, enfim, extremamente credenciados para disputar quaisquer cargos. Vamos lembrar que são duas vagas esse ano, então cabe dar para a Federação ter, de acordo com a lei, de acordo com o próprio estatuto do nosso partido, os dois, ambos serem os candidatos. Se a federação puder ter as duas vagas dela, e com todo respeito aqui ao PSD, ótimo, mas também se não der, só der uma, e os dois quiserem manter as suas pré-candidaturas, vamos independentes. A legislação permite, sim, então, eu não tenho problema nem dificuldade com isso”, afirmou Miguel Coelho.

Ainda falando sobre a possibilidade da candidatura independente, o pré-candidato teceu crítica às alterações frequentes na legislação, e disse que se as regras fossem mais claras, haveria maior segurança no que ele chamou de “jogo” eleitoral.

“Dentro da federação e o nosso estatuto é muito claro quanto a isso. Então, de novo, a legislação eu acho que até um problema do Brasil. Toda eleição cria-se uma legislação nova. Então, se a gente tivesse regras mais claras, por mais tempo, todo mundo saberia jogar com mais segurança, mas nessa lei de 2020, nesse ano de 2026, a legislação eleitoral permite o que tem gente que chama de avulso e tem gente que chama de independente”, disse.

Confiança na escolha de Lyra

Por outro lado, Miguel Coelho afirmou que segue acreditando na escolha da governadora Raquel Lyra e que decisão dela tem mais peso sobre quem ocupará a segunda vaga ao Senado em sua chapa majoritária do que a escolha da Federação.

“O peso dela é total. Primeiro, quem monta a chapa é a líder do processo. Já viu o partido indicar vice-prefeito? Não, quem escolhe o vice-prefeito é o prefeito. Quem escolhe a chapa que vai disputar com você é a governadora, no caso, de uma eleição estadual. Então, óbvio que os partidos têm o seu papel institucional, mas cabe a governadora, de acordo com o seu perfil, com a lealdade com a confiança, com a sinergia que tem ali, ainda mais numa chapa que são quatro pessoas, enfim, dois senadores, a vice e a própria ela, a própria candidata no caso. Então eu estou de forma muito tranquila”, destacou.

Miguel Coelho prosseguiu reforçando confiança na parceria recíproca com governadora e no espaço que pode ter em sua chapa majoritária.

“Esse projeto e essa parceria política que a gente fez com Raquel, a gente começou em 2022, nos afastamos, depois nos reencontramos e a gente selou essa parceria, em prol da reeleição dela, mas também em prol da nossa candidatura, pré-candidatura ao Senado. Então, de forma muito tranquila, eu confio nela, acredito nela, sei do compromisso, sei da palavra dela, sei do que combinei com ela também. Então, de forma muito tranquila, sei que serei candidato ao Senado, como também sei que iria ajudar Raquel a ser reeleita como governadora”, disse.

Relação política com Túlio Gadelha e Fernando Dueire

Miguel Coelho foi questionado sobre sua relação política com Túlio Gadelha e Fernando Dueire que também são pré-candidatos ao Senado e disputam vaga na chapa governista. Segundo ele, não há divergências entre eles. Miguel Coelho também analisou que a diversidade de legendas no projeto político da governadora caracteriza uma convergência de ideias em prol de um único projeto.

“Primeiro, não dá para dividir ou subcategorizar aliados. Todos os aliados são importantes. Política se faz somando, unindo, respeitando dando as divergências e buscando ali uma convergência maior. Acho que esse até é um dos grandes diferenciais da governadora Raquel, porque se você for ver, tem aliados com perfil mais de esquerda, mais de centro e mais de direita, mas todo mundo em torno de um projeto único que não é só o projeto de Raquel, o projeto de fortalecimento de Pernambuco”, afirmou.