
O pré-candidato ao Senado Federal por Pernambuco disse que o estado não deve se isolar do debate nacional, mas criticou quem busca nacionalizar a campanha, o que ele enxerga como estratégia para esconder falhas próprias ou desviar do debate político local
Em entrevista ao programa Nossa Voz desta terça-feira (7), o pré-candidato ao Senado Federal, Miguel Coelho, se manifestou sobre as eleições para a Presidência da República após a pergunta de um ouvinte sobre seu posicionamento em relação à Lula ou Flávio Bolsonaro. Ele disse que Pernambuco não deve se reduzir à polarizações, que a Federação União Progressista ainda não oficializou base de apoio a nenhum presidenciável e que Raquel Lyra tem respeitado os dois palanques.
“A federação ainda não oficializou em qual palanque vai ficar, então seria prematuro, eu me manifestar de forma antecipada, como também eu vou seguir a orientação da governadora Raquel Lyra. Eu entendo é que Raquel ela vai seguir um caminho de independência, ela respeita os dois palanques, mas eu acho que a gente não pode diminuir Pernambuco, a ser lulista ou bolsonarista. Nós somos pernambucanos e temos a liberdade de escolher aquele que for melhor”, disse.
Miguel Coelho acrescentou que, para ele, o importante é a defesa dos interesses do estado e que apoiará o nome que Lyra definir.
“Agora, sabe o que é mais importante? É ter uma governadora e ter senador que possa dialogar com os dois lados, porque independente de quem ganhar, Pernambuco vai continuar demandando ações do governo federal, vai continuar demandando de uma liderança que seja capaz de nos unir em torno do nosso futuro, em torno das nossas demandas e necessidades. Então, o que Raquel determinar eu vou fazer junto com ela”, afirmou.
O pré-candidato disse que acredita que Pernambuco não deve se isolar do debate nacional, mas criticou quem busca nacionalizar a campanha. Para Coelho, essa é uma estratégia para esconder falhas próprias ou desviar do debate político local.
“Eu acho que quem busca nacionalizar uma campanha quer esconder as falhas próprias, entendeu? Ou quer fugir do debate local. De novo, Pernambuco não é uma ilha. Óbvio que Pernambuco precisa de Brasília. Agora, a eleição de governador, governadora, nós temos que debater, são as credenciais de cada um desses e comparar quem tem mais habilidade, quem tem mais competência, quem tem mais time político, tem mais capacidade de união e não de ficar separando, dividindo ou querendo criar rótulos, porque eu acho que isso é uma mera cortina de fumaça para não tratar do que realmente importa”, argumentou.


