
Categoria rebate a concessionária que informou ter sido impedida de entrar na subestação durante manifestação dos agricultores
Os agricultores e representantes do Projeto Público de Irrigação Brígida, em Orocó, emitiram nota de esclarecimento e repúdio a Neoenergia Pernambuco neste domingo (16). Segundo a categoria, as informações divulgadas pela concessionária à imprensa atribui aos agricultores a responsabilidade pelo apagão elétrico ocorrido em Orocó, Santa Maria da Boa Vista e Parnamirim neste final de semana.
Através de nota, a Neoenergia Pernambuco informou que o desligamento emergencial das subestações Brígida, Maria da Boa Vista e Caraíbas II foi necessário por questões de segurança, pois a subestação Brígida estava sequestrada, “com terceiros impedido a entrada dos profissionais da distribuidora” para manutenções.
Os agricultores realizaram três dias de protestos contra a interrupção de energia no projeto, entre a quinta-feira (14) e o sábado (16). Eles interditaram a BR-428 de forma pacífica com o acompanhamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Confira a nota na íntegra
Nós, agricultores e representantes do Sistema Itaparica, especialmente do Projeto Brígida, vimos a público repudiar veementemente a forma irresponsável como a NEOENERGIA vem tentando atribuir aos agricultores a responsabilidade pelos apagões e interrupções de energia ocorridos em diversas cidades do Nordeste.
É inaceitável que a empresa utilize informações falsas para tentar justificar sua incapacidade e irresponsabilidade diante dos constantes problemas no fornecimento de energia elétrica que vêm prejudicando milhares de pessoas.
Esclarecemos que, entre os dias 14 e 16, em nenhum momento houve qualquer “sequestro” ou impedimento de funcionamento da subestação de energia localizada no Projeto Brígida, como vem sendo insinuado pela empresa. O que ocorreu foi uma manifestação legítima e pacífica dos agricultores, que reivindicavam justamente o religamento da energia e o respeito aos trabalhadores e trabalhadoras rurais.
Durante todo o período da mobilização, a Polícia Rodoviária Federal esteve presente diversas vezes na subestação para averiguar a situação e pôde constatar que não existia qualquer bloqueio ou impedimento que impedisse o funcionamento da unidade ou o fornecimento de energia.
Portanto, repudiamos as declarações mentirosas e levianas que tentam criminalizar os agricultores e esconder a verdadeira responsabilidade da empresa pelos transtornos causados à população nordestina.
Seguiremos firmes na defesa da verdade, do respeito aos agricultores e da luta por um serviço de energia digno e responsável para todos.
Organização do Sistema Itaparica / Projeto Brígida
Agricultores e representantes da luta coletiva


