
Candidato foi o primeiro entrevistado da série de sabatinas da Grande Rio FM 100,7 com os postulantes à Câmara dos Deputados no programa Nossa Voz, com Neya Gonçalves e Karine Paixão
Eleições 2026 – A Grande Rio FM 100,7 deu início, nesta terça-feira (1), à série de entrevistas com os candidatos à Câmara dos Deputados, com domicílio eleitoral em Petrolina, no programa Nossa Voz. O primeiro entrevistado no estúdio da emissora foi o candidato do PL, Carlos Britto.
Confira os principais destaques da sabatina com o candidato:
Saúde
Na área da saúde, Carlos Britto criticou que a política baseada em realização de obras em detrimento de outras áreas prioritárias.
“Não dá para a gente achar que a administração pública só vive das obras. Tem que viver da satisfação das pessoas […] O lucro do serviço público é a satisfação do cidadão. É o cidadão ter direito acolhido, ele ter saúde, educação, transporte, moradia, dignidade sobretudo, que é o que eu que tem faltado”, afirmou.
O candidato criticou a gestão do Sistema Único de Saúde e a rede de saúde Pernambuco-Bahia (PEBA) que integra unidades de saúde nos dois estados, incluindo o município de Petrolina e região. O candidato disse que, se eleito, poderia destinar até 100% de suas emendas parlamentares para a saúde.
“A Rede PEBA é uma grande ideia, como SUS é uma grande ideia, mal gerenciado. É muito mal gerenciado […] Então, eu tenho uma responsabilidade com a saúde e vou trabalhar nisso. 50% da emenda parlamentar do deputado tem que ser para saúde. Obrigatoriamente é para saúde. Mas os outros 50% também poderiam ser se fosse prioridade. Mas a prioridade é sempre o asfalto, a prioridade é sempre o viaduto, a prioridade é sempre a obra de pedra e cal e quase nunca a comunidade”, disse.
Benefícios sociais
Questionado sobre o Bolsa Família, Carlos Britto disse ser à favor da manutenção do benefício para pessoas que trabalham com carteira assinada.
“Tem gente colocando projetos de lei para que a pessoa comece a trabalhar, tenha um contrato de trabalho formal e não percam o seu benefício. E eu acho que isso é bacana porque estimula o emprego, estimula que as pessoas possam trabalhar e continuem a receber o seu benefício. Sabe por quê? Porque as pessoas são carentes demais […] eu não torço para ninguém ficar só no Bolsa da Família, eu torço para que tenha regularidade na contratação delas sem elas perderem o benefício”, afirmou.
Anistia aos envolvidos nos atos do 8 de janeiro
Em pergunta sobre a possibilidade de votar em projeto que propõe anistia ampla aos condenados pelos atos do 8 de janeiro em Brasília, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos Britto disse que votaria a favor por considerar o julgamento como um “exagero jurídico”.
“Eu acho que aquilo ali foi uma foi um exagero jurídico. Não vi ninguém ali com arma, não vi ninguém querendo quebrar o país, agora tiveram as pessoas que foram lá e depedraram o patrimônio. e tem gente que disse que aquelas pessoas nem eram do movimento. Eu não estava lá. Não sei julgar isso, mas eu votaria a favor. Eu acho que ali tem um monte de bem-intencionado que queria melhorar o país ou se insurgir contra o o que é errado”, ressaltou.
Legalização do aborto
Questionado sobre o Projeto de Lei 1904/2024, também conhecido como PL do Aborto, proposta que tramita na Câmara dos Deputados e visa equiparar a pena do aborto realizado após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio simples, o candidato disse que precisaria aprofundar sobre o tema, mas ressaltou ser contra a legalização do aborto no país.
“Eu preciso ler esse texto de verdade. Me esclarecer mais sobre isso, mas eu já lhe adianto que eu sou contra aborto. Sou contra aborto, veementemente contra aborto, porque eu acho uma vida, uma gestação. E a gestação ela precisa ser levada muito à sério. É uma vida”. disse.
O candidato ponderou quando perguntado sobre casos em que há risco de morte para a mãe da criança, a exemplo de adolescentes que passam por processo de violência.
“Aí a gente está falando de outra coisa. Eu preciso ler mais sobre esse projeto, porque realmente tudo na vida tem nuances, né? Mas aborto sou terminantemente contra”.
Fim da escala 6×1
Sobre o fim da escala 6×1 em votação no Congresso Nacional, o candidato mencionou a proposta do presidenciável Flávio Bolsonaro que sugere que os próprios trabalhadores determinem a escala de trabalho em negociação com as empresas.
“Eu vi Flávio Bolsonaro com uma outra perspectiva disso, onde pode ter uma outra alternativa negociada com os trabalhadores. Eu acho que trabalhador trabalha demais e ganha de menos, mas eu também acho que esse país precisa de gente que trabalhe. Porque a gente fica fica fazendo muitas vezes poesia. Ah, não, a gente está trabalhando pouco, a gente está trabalhando muito aqui, tem que descansar. Ok, quem é que vai quem é que vai tocar o país?”, disse.
Britto afirmou que não é radical ao considerar o movimento em prol da escala legítimo quando, segundo ele, ocorre sem ‘extremismos’, mas sem dizer se discorda do projeto que põe fim à escala 6×1, o candidato afirmou apenas que o trabalhador deve ser melhor remunerado.
“Eu não sou radical com nada. Eu acho que vamos fazer ali um protesto. Topo. Vamos parar a ponte. Não, topo. Vamos fazer um protesto contra o banco. Eu topo, vamos quebrar o banco. Não topo. Eu não topo nada que seja que que seja extremado. Não sou extremista de nada. Então, é preciso a gente regular melhor isso aí. Agora, eu acho que o trabalhador tem que ter mais vantagens, tem que ser melhor remunerado. Isso sim, ele precisa ser melhor remunerado”.
Pingue-pongue
Ao final, a sabatina com o candidato contou com perguntas em formato de pingue-pongue, com respostas curtas e objetivas sobre temas variados. Confira:
Pergunta: Fundo eleitoral mantém, reduz ou acaba? Reposta do candidato: Reduz.
Pergunta: Emendas Pix, que são as emendas sem destinação detalhada, instrumento legítimo ou falta de transparência? Resposta: Sou contra.
Pergunta: Foro privilegiado, deputado federal deve continuar tendo o foro especial? Resposta: Não.
Pergunta: Cotas raciais em universidades e concursos, manter, ampliar ou rever? Resposta: Rever.
Pergunta: Armas, facilitar ou restringir o acesso do cidadão a armas de fogo. Resposta: Não pode ser do mesmo rever? Sim.
Pergunta: Drogas, usuários de maconha, é caso de polícia, de saúde ou nenhum dos dois? Resposta: Nenhum dos dois.
Pergunta: Privatizações, Petrobras, Correios e Banco do Brasil, o senhor privatizaria algum deles? Resposta: Privatizaria. O Correio, por exemplo, só dá prejuízo sem concorrência.
Pergunta: Mandatos consecutivos. Deveria existir limite de reeleições para deputados e senadores? Resposta: Sim.
Pergunta: Rio São Francisco. Entre ampliar a irrigação e preservar a vazão do rio, se houver conflito, qual deve prevalecer? Reposta: Preservar sempre para agir depois.
Pergunta: Custo do congresso. Deputado deveria abrir mão de quais privilégios ou benefícios que existem em Brasília? Resposta: Quase não sei sobre esse privilégio, agora tem muito privilégio, então, não posso opinar porque quase não sei sobre privilégios, conheço de trabalho.
Pergunta: Família Coelho para Carlos Britto. Resposta: Exemplo.
Pergunta: Gabinete do Ódio. Na sua concepção, verdade ou mentira? Resposta: De que lado? Eu acho que tem sempre de todo lado isso aí.
Pergunta: Na campanha vale tudo? Não vale, não.
Pergunta: Impeachment do Supremo. Votaria a favor pelo impeachment de um ministro? Resposta: Sim.
Confira a entrevista na íntegra
A entrevista completa com o candidato a deputado federal por Pernambuco, Carlos Britto (PL), no programa Nossa Voz desta terça-feira (01), está disponível no canal da Grande Rio FM, no YouTube, através do link.


