Em balanço da segurança do São João, secretário explica que estratégia da entrada foi necessária, mas afirma: “é possível retrabalhar”

0
O secretário de Segurança Pública de Petrolina, José Silvestre, em entrevista ao programa Nossa Voz desta quarta-feira (1º). Foto: Mídias Sociais/Nossa Voz

Em entrevista ao programa Nossa Voz desta quarta-feira (1º), o secretário de Segurança Pública de Petrolina, José Silvestre, explicou que entrada em zigue-zague foi planejada para manter a segurança e garantir a revista do público, mas que, em outras edições da festa, é possível ampliar o espaço para evitar tumultos

O São João de Petrolina 2026 encerrou a programação no último sábado (27) com balanços positivos das Polícias Militar e Civil sobre o número de ocorrências registradas dentro do pátio Ana das Carrancas e também no entorno da festa, durante os nove dias do evento. O balanço da Secretaria Municipal do município, não foi diferente. No programa Nossa Voz desta quarta-feira (1º), o secretário da pasta, José Silvestre, apontou que, diante do grande público da festa, o número de ocorrências foi considerado baixo, em comparação com o ano passado.

“Públicos acima de 40 mil pessoas e você tem, no ano de 2025, se não me engano, 222 ocorrências registradas na Polícia Civil. E em 2026, foram 177 ocorrências registradas. Nos 9 dias de evento, nos leva a uma média de 19, 19.6, ocorrências por dia, gerais. E dessas, nós tivemos 112, das 177, 112 de furto nos 9 dias. Então, é um número muito baixo, se você for olhar sobre o aspecto da massa”, informou o secretário.

José Silvestre reforçou que os resultados positivos da segurança no São João de Petrolina são fruto do planejamento e trabalho integrados entre as diversas forças que atuaram para manter o público seguro na festa.

“Ninguém faz nada sozinho. Então, não adianta a Secretaria de Segurança, a Guarda Civil, achar que pode tomar conta sozinha do São João que não poderia, sem a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Rodoviária, enfim. É um trabalho coordenado de todas as forças, cada uma segurando um pouco dentro das suas atribuições e esse conjunto da obra é que dá esse resultado que para nós foi muito bom”, afirmou.

Estratégia de segurança na entrada da festa

A entrada para o pátio de eventos Ana das Carrancas registrou tumulto e princípios de confusão durante o São João. Os incidentes foram causados por aglomerações na área de acesso e tentativas de invasão, com pessoas pulando grades de proteção. A Polícia Militar precisou intervir rapidamente para controlar a situação.

José Silvestre falou sobre o planejamento para a área de acesso à festa e disse que foi uma escolha logística da PM pensada para manter o controle da entrada através de grupos menores de pessoas.

“O que é necessário entender é que o comando da Polícia Militar preferiu organizar dessa forma a entrada e tem uma lógica por trás disso. Se nós deixarmos todas as pessoas chegar sem um controle, nós temos um efeito que é chamado de efeito manada, todos ao mesmo tempo no mesmo ponto. Então aquelas filas em zigue-zague nos dão organização, disciplina”, explicou.

O secretário ilustrou a lógica da PM: “Eu vou traçar um paralelo. Quem já andou de avião vai entender isso. Quando a gente vai nas filas é atendido conforme a demanda de chegada, porque todas essas pessoas devem passar pela revista, todas essas pessoas devem ser verificadas”, disse.

Ainda assim, o José Silvestre disse que, diante dos registros de tumulto, a estratégia já está sendo repensada.

“Evidentemente, existem outras formas que, talvez, possam ser aperfeiçoadas, diante do fluxo momentâneo de público em alguns dias do evento. Então, é possível retrabalhar. Isso já está sendo avaliado com bolsões mais distantes e com formas de diminuição de fluxo para a não chegada na frente dele com um volume muito grande. Então, nós já tivemos dois momentos basicamente nos dois sábados, no primeiro e no segundo sábado, que deu um volume muito forte, logo no início, e que criou certo desconforto para as pessoas porque elas querem entrar rapidamente”, disse.

O secretário acrescentou dizendo que é necessária a realização da revista na entrada principal da festa devido ao alto índice de apreensão de objetos perfuro-cortantes e outros que podem trazer riscos dentro do pátio.

“Mas é necessário entender que, para a segurança de todos, precisamos fazer uma revista. Tem sido grande o número de apreensão de lâminas, como a gente tem divulgado em alguns momentos. As pessoas, às vezes, querem entrar com garrafas, com copos de bebida, com capacetes e isso são instrumentos que, a partir de determinado horário, independente de a pessoa beber, pode servir de instrumento para agressão”, afirmou.

José Silvestre avaliou que aumentar o espaço é uma boa forma de evitar o tumulto e manter a segurança, mas reforçou que a entrada continuará sob estratégia de controle.

“Aumentar o espaço para que ele tenha capacidade de absorver um pouco mais de pessoas no tumulto específico e diminuir essa sensação de espera. Mas volto a dizer, é necessário, é correto, é adequado fazer esse controle”, reforçou.

Ciclo junino de Petrolina ainda não terminou

O secretário também abordou sobre a segurança que está sendo planejada para a realização do tradicional ‘Forró da Espora’ que acontece, neste sábado (4), a partir das 19h, no Estádio Paulo de Souza Coelho, encerrando o ciclo junino, junto com a 84ª Missa dos Vaqueiros, no domingo (5).  

“Sem dúvida nenhuma, o nosso trabalho não terminou. Evidentemente, é um número menor em relação ao público do São João Principal, mas a Polícia Militar continua com o esquema de segurança dela. A Guarda Civil também se faz presente, neste momento, está trabalhando nas áreas de fluxo de acesso e também em apoio ao pessoal da AMMPLA com trânsito. Parte de abordagens ali para evitar ação irregular e cobrança irregular de estacionamentos, para dar uma percepção de segurança para aqueles que ficam praticando pequenos furtos ou assaltos, o que tem sido muito eficaz, mas também atua dentro do evento. É um evento menor, esse planejamento tem, ao longo dos anos, se mostrado adequado, tanto que nós temos pouquíssimas ocorrências registradas”.