Em entrevista ao Nossa Voz na manhã desta quarta-feira (01), o senador Humberto Costa (PT), pré-candidato à reeleição, entrou no debate sobre a corrida pelas duas vagas ao Senado em Pernambuco e tratou de desqualificar parte dos levantamentos divulgados até então.
Sem esconder a irritação com o ambiente pré-eleitoral, Humberto afirmou que há pesquisa “para todo gosto” e sugeriu que parte dos números em circulação atende a interesses de candidaturas em disputa. Na avaliação dele, esse movimento acaba contribuindo para enfraquecer a credibilidade dos próprios institutos. “Atualmente existe pesquisa para todo gosto, não é? Inclusive, pesquisas que são pagas por candidatos que estão disputando a eleição e que cumprem um papel, que na minha avaliação, é negativo, porque descredibiliza. Todo mundo tem pesquisa, eu também tenho. E a minha pesquisa me mostra numa situação extremamente confortável, por isso, não tenho dúvida de que serei reeleito”.
Humberto atribuiu esse otimismo à trajetória política construída ao lado do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além da presença em todas as regiões de Pernambuco. “Até pela minha história, minha trajetória. Eu sou fundador do PT, entou na legenda há 46 anos. Sempre estive no PT, estive sempre ao lado do presidente Lula nos momentos bons, nos momentos ruins. Sou o candidato mais identificado com o presidente”, apontou.
O senador também fez um balanço de sua passagem por cargos executivos e do trabalho no Congresso para sustentar o argumento de que chega forte à disputa. “Ao longo da minha trajetória política, eu tive a oportunidade de poder ter, em cada município de Pernambuco, ações que eu realizei, seja como ministro da Saúde, como secretário das Cidades, seja como senador. E tudo isso me dá a possibilidade de chegar junto ao eleitorado de Pernambuco e pedir o seu voto. Ao mesmo tempo, lá no Senado, eu tenho sido um defensor incondicional dos interesses de Pernambuco. Todos os temas que têm relação com o nosso estado, eu estou à frente para defender Pernambuco. Estou aí na questão da Transnordestina, estive na transposição, enfim, eu acho que tudo isso me dá a oportunidade de pedir o voto à população”.
Números e sondagens
As pesquisas registradas mais recentes mostram que a eleição para o Senado em Pernambuco segue aberta, com variações importantes de um levantamento para outro, especialmente na disputa pela segunda vaga.
Na pesquisa Real Time Big Data, realizada nos dias 9 e 10 de junho, Marília Arraes aparece numericamente à frente, enquanto Humberto Costa surge com 19% em um dos cenários testados, em disputa com nomes como Mendonça Filho, Túlio Gadêlha e Eduardo da Fonte. Em outro cenário, com a inclusão de Miguel Coelho, o ex-prefeito de Petrolina aparece com 21% e entra tecnicamente na briga pela vaga. (Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Nível de confiança: 95%. Número de entrevistados: 1.600 eleitores no estado de Pernambuco. Número de registro no TSE: BR-02975/2026)
Resultados dos cenários principais:
Cenário 1 (Foco em Humberto Costa): Marília Arraes (PDT) lidera com 26%; Humberto Costa (PT) tem 19%; Mendonça Filho (PL) registra 16%; Túlio Gadêlha (PSD) pontua 13%; Eduardo da Fonte (PP) marca 12%.
Cenário 2 (Inclusão de Miguel Coelho): Marília Arraes (PDT) aparece com 25% e figura em empate técnico com Miguel Coelho (União Brasil), que soma 21%. Mendonça Filho (PL) tem 16% e Humberto Costa (PT) cai para 15%.
Já no levantamento IPESPE/Folha de Pernambuco, feito entre 11 e 14 de junho, Marília também lidera, enquanto Humberto Costa marca 16% em um dos cenários e entra em faixa de competitividade com Miguel Coelho, Mendonça Filho e outros postulantes, a depender da composição testada. (Margem de erro: 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Nível de confiança: 95%. Número de entrevistados: 1.000 eleitores do estado. Número de registro no TSE: PE-01584/2026)
Números do levantamento:
Marília Arraes (PDT): 21%
Humberto Costa (PT): 16%
Miguel Coelho (União Brasil): 12%
Mendonça Filho (PL): 10%
Túlio Gadêlha (PSD): 8%
Eduardo da Fonte (PP): 8%
Fernando Dueire (PSD): 1%
Brancos, nulos ou nenhum: 25%
Não sabem/Não responderam: 11%



