Feirantes devem se atentar ao abate regular de animais e à higiene pessoal e de materiais, diz diretor-presidente da vigilância sanitária de Petrolina

0
Foto: Mídias Sociais

Órgão municipal começa a realizar treinamentos com os feirantes para a garantia da segurança alimentar nas Feiras Livres de Petrolina, nesta quarta-feira (20), na sede do IGEPREV Petrolina

A Prefeitura de Petrolina vai promover um treinamento para garantir mais qualidade e segurança alimentar nas Feiras Livres do município, através da Agência Municipal de Vigilância Sanitária, que inicia nesta quarta-feira (20), uma série de capacitações direcionadas aos feirantes. A ação será no Instituto de Gestão Previdenciária (IGEPREV), na  Av. José de Sá Maniçoba, no centro, próximo à Câmara de Vereadores Plínio Amorim, às 19h. Não é necessária a inscrição.

Para falar sobre essa ação de segurança em saúde pública, o programa Nossa Voz, desta quarta-feira (20) recebeu o diretor-presidente da Agência Municipal de Vigilância Sanitária, Acácio Andrade. O diretor-presidente começou falando sobre a importância histórica das feiras livres do município e sobre como a vigilância sanitária atua para a manutenção desse espaço que, para Acácio, é também cultural.

“A gente entende que as feiras livres são, acima de tudo, um processo histórico e cultural dentro do nosso município, na nossa região. Então, é muito comum as pessoas se deslocarem até as feiras livres para fazer a aquisição de seus alimentos. A gente, enquanto vigilância sanitária, tem uma preocupação sobre como esses produtos estão sendo manipulados, como eles estão sendo expostos, pensando em levar conhecimento acima de qualquer coisa, porque acreditamos que existe como a gente manter esse processo cultural vivo, mas também com qualidade sanitária”, afirmou o diretor-presidente.

Acácio Andrade explicou que, nessa primeira etapa, o foco da vigilância será sobre os alimentos de origem animal e derivados, com orientações aos feirantes que realizam o abate e comercialização de carnes, leites e queijos, além de manteigas. “Todos os feirantes que fazem a comercialização de carnes, carnes de bode, frango, bovinos, mas também produtos derivados de origem láctea, como queijos, manteigas, entre outros aspectos relacionados a todos os produtos de origem animal, a gente vai estar conversando do hoje, principalmente, sobre questões básicas, como práticas de manipulação e de higiene”, explicou Acácio.

Para o diretor-presidente, o principal desafio da vigilância nas feiras, atualmente, são o abate clandestino de carnes e os processos de higienização.

“Hoje, a gente trabalha com um erro que tem sido um grande desafio que é a questão relacionada aos abates clandestinos, como a venda de carne que foi feito o abate, geralmente, em terreiros de casa. A gente tem um fator cultural muito forte relacionado a isso. Mas, para além disso, a gente tem situações básicas que conseguem ser resolvidas com orientações, como, por exemplo, a higienização das mãos, higienizações das facas, dos utensílios que fazem o corte dessas carnes, sobre as questões de higiene pessoal do manipulador”, informou Acácio Andrade.

Ele orienta ainda que os feirantes devem estar atentos, não só à higiene nos alimentos, mas, também, à higiene pessoal. “Muitas vezes, a gente vê nas feiras pessoas que estão com barbas grandes, sem utilização de máscaras, falando próximo aos produtos, sem nenhum tipo de proteção. Então, são condutas simples que fazem toda a diferença no processo final da qualidade do produto”, alertou o diretor-presidente.

Segundo encontro de capacitação será sobre produtos de origem vegetal

A capacitação da Agência Municipal de Vigilância Sanitária já tem um segundo encontro marcado de capacitação que irá abranger feirantes que trabalham com produtos de origem vegetal que, segundo Acácio Andrade, apresentam o maior volume de produtos comercializados nas feiras livres do município. O encontro será no dia 27 de maio, também no IGEPREV.

“Essa segunda etapa vai acontecer no próximo dia 27, ou seja, na próxima quarta-feira. A gente vai estar trabalhando, acredito, com o maior volume que nós temos hoje dos feirantes, que são aquelas pessoas que fazem a comercialização de frutas e verduras. A grande maioria das pessoas tem um hábito, comprei uma maçã, comprei outros produtos, quando chegar em casa, eu vou fazer a higienização e a gente consegue sanar os problemas, mas como a gente fala sobre diminuir os riscos, a gente fala desde a produção, desde a plantação, colheita até o processo de comercialização e consumo”, disse o diretor-presidente.

Feirante legal

Acácio Andrade informou que o município, futuramente, irá realizar o lançamento do projeto Feirante Legal, que, dentre as ações, vai elaborar um manual de boas práticas de manipulação e um selo de legalidade para os feirantes que atuarem dentro das normas da vigilância sanitária. O projeto também prevê ações de orientação para os consumidores quanto à compra de produtos de boa procedência.

“A gente vem, futuramente, com o projeto Feirante Legal, onde a gente vai estar criando os requisitos de boas práticas de manipulação e vamos estar distribuindo selos de legalidade para esse feirante, para estar estimulando não só o feirante a praticar os processos legais, mas também estimular a população a estar comprando em feirantes que fazem as atividades de acordo com a legalidade sanitária”, afirmou Acácio.

Confira a entrevista na íntegra

A entrevista com o diretor-presidente da Agência Municipal de Vigilância Sanitária de Petrolina, Acácio Andrade, no programa Nossa Voz, está disponível no canal do YouTube da Grande Rio FM, através do link.