
Em entrevista ao programa Nossa Voz desta terça-feira (4), sem ataques diretos à Gadêlha, o pré-candidato a deputado estadual por Pernambuco destacou que eleitor deve saber diferenciar quem tem compromisso com o projeto de transformação do presidente Lula e quem usa, segundo ele, de ‘oportunismo’ para obter votos
O pré-candidato a deputado estadual por Pernambuco, Professor Gilmar Santos (PT), comentou sobre a presença de Túlio Gadêlha (PSD) no palanque da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). Apesar da postura de neutralidade de Lyra quanto à apoio presidencial, Gadêlha compõe o time político, como candidato ao Senado, defendendo a reeleição de Lula, afirmando a pluralidade do projeto da governadora em Pernambuco, ao reunir partidos de diferentes alinhamentos políticos.
Em entrevista ao programa Nossa Voz desta terça-feira (4), o pré-candidato destacou que tem respeito pelo trabalho de Túlio Gadêlha e que acompanha sua atuação na Câmara dos Deputados. Gilmar Santos disse que reconhece Gadêlha como um aliado de Lula, mas questionou o fato de ele fazer parte de um projeto político que não apoia, oficialmente, o presidente e ainda agrega partidos da base aliada de seu principal adversário político.
“Eu não quero colocar de maneira generalizada o caso de Túlio Gadêlha a quem eu tenho um respeito acompanho a atuação dele e é um aliado do presidente Lula. Agora, à medida em que você vai para um palanque onde o projeto que está estabelecido tem como referencial uma maioria de base bolsonarista e que não há, por parte da candidata à reeleição, uma expressão pública de valorização do presidente Lula e das políticas que o presidente Lula tem implementado em Pernambuco, fica muito difícil da gente acreditar que esse palanque, eu estou colocando na sua maioria, vai defender o projeto de continuidade do presidente Lula para melhorar as condições de vida do nosso povo”, afirmou.
Gilmar Santos reforçou que a atuação específica de Gadêlha na busca por votos é bem-vinda, mas demarcou um diferencial de campanha entre quem, segundo ele, ‘usa’ o presidente e quem defende o seu projeto.
“Se Túlio Gadêlha quer pedir voto para o presidente Lula, sejam bem-vindos os votos de Túlio Gadelha. Só que nós temos uma diferença entre aqueles que vão usar o presidente Lula para se eleger e talvez defender um projeto contrário àquilo que o presidente defende e aqueles que realmente vão pedir voto e vão defender esse projeto de melhoria de condições de vida para o povo pernambucano e nesse particular para o povo aqui do nosso sertão”, disse.
Nesse sentido, destacando Pernambuco e Petrolina como importantes redutos eleitorais de Lula, o pré-candidato disse que os eleitores precisam saber diferenciar entre compromisso real com Lula e ‘oportunismo’ na busca por votos.
“Eu quero dizer para você que é eleitor do presidente Lula, a você que é lulista e Pernambuco tem uma identidade lulista, a maioria do nosso povo vota no presidente Lula. Aqui em Petrolina, em todas as eleições, o presidente Lula teve uma votação de mais de 60% chegando até a 70% dos votos. E eu não tenho dúvida de que a gente vai repetir esse alto percentual. Só que tem um detalhe muito importante, que você eleitor saiba, quem tem compromisso com o projeto de transformação do presidente Lula e quem usa do oportunismo”, destacou.


