O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira (26) que irá cobrar uma resposta dos governadores, na sexta-feira (27), sobre a proposta aplicar uma subvenção de R$ 1,20 por litro do óleo diesel importado – cujo custo seria dividido entre União e estados.
– Anunciamos, há duas semanas, uma ajuda para quem está produzindo e importando diesel. Estamos conversando, junto com o ministro (Guilherme) Boulos (da Secretaria Geral da Presidênci) para que os caminhoneiros sigam trabalhando e confiando no trabalho do governo federal. E estamos discutindo com governadores. Já apresentei proposta e vou cobrar amanhã para que a gente aumente o apoio para importação de diesel e mantenha nosso país soberano em termos de abastecimento – disse.
Como mostrou O GLOBO nesta quinta, a proposta do Ministério da Fazenda para subsidiar a importação de diesel deve ser alvo de grande debate com os secretários estaduais nos próximos dias. Mesmo alterando o formato do alívio proposto às empresas importadoras, os estados continuam temendo o impacto fiscal e têm dúvidas sobre a aplicação da medida. A avaliação, no entanto, é de que a decisão final será política.
Na terça-feira, o ministro Dario Durigan anunciou que a Fazenda reformulou a proposta aos estados. Em vez de desoneração do ICMS, a ideia agora é subvencionar R$ 1,20 por litro de diesel importado, sendo que a conta seria dividida pela metade entre a União e os entes federativos. De acordo com o ministro, a medida seria restrita até 31 de maio e custaria R$ 3 bilhões no total – essa parte, no entanto, não consta de ofício enviado aos secretários.
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No discurso nesta quarta, Durigan disse que recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silvaa missão para que “o preço que a guerra (no Irã) vai impor ao mundo e ao Brasil não chegue às famílias” brasileiras.
O novo titular da Fazenda citou as últimas ações do governo para conter a alta dos combustíveis, como as alíquotas zeradas de PIS e Cofins sobre a importação do diesel.
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– Estamos protegendo nossos caminhoneiros, as famílias e o consumidor de uma guerra que não foi causada por nós. A guerra no Irã, que vemos como uma lástima para o mundo, tem causado uma série de desarranjos na economia global. O que o presidente Lula nos pediu e estamos cuidando disso no dia a dia é garantir que o preço que a guerra vai impor ao mundo e ao Brasil não chegue às famílias – afirmou, em visita a uma fábrica em Anápolis (GO).
Fonte: O Globo



