Durante a votação dos projetos do Executivo, o clima de aprovação em bloco não impediu que o plenário registrasse algumas alfinetadas com forte teor político. Influenciado pelos rumores de uma possível aproximação entre o ex-prefeito Miguel Coelho e a governadora Raquel Lyra, o presidente da Mesa Diretora, Osório Siqueira, provocou o líder da oposição, Ronaldo Silva, ao sugerir que ele estaria próximo de migrar para a base governista.
“O senhor que está aí já quase na situação. Acho que falta pouco para o senhor estar aqui discutindo os projetos favoráveis ao governo”, disse, em tom de brincadeira.
Ronaldo respondeu de imediato, tentando afastar qualquer leitura de mudança de postura: “Eu nunca, nesta Casa, votei contra projeto benéfico à população de Petrolina. Quando o projeto é benéfico à população, o governo sempre pôde contar com o voto não só deste vereador, mas da bancada de oposição, independentemente de qualquer coisa”.
Na sequência, Dhiego Serra também aproveitou o gancho para mandar um recado sobre as especulações envolvendo rearranjos estaduais. Ao reafirmar apoio à liderança de Ronaldo Silva na oposição, o vereador vinculou seu posicionamento às decisões do grupo bolsonarista.
“Eu faço parte do grupo do futuro presidente Flávio Bolsonaro. Se Flávio Bolsonaro disser que é para votar em governadora A ou em senador A ou B, eu vou acompanhar o presidente Flávio Bolsonaro”, declarou. Em seguida, endureceu o discurso ao mirar o PSB: “Se tem entre Raquel e João Campos, eu quero extirpar da face da terra a família Arraes, a família João Campos, porque trouxe desgraça a Pernambuco”



