Carlos Britto comenta atrito com Dhiego Serra e rompimento com Miguel Coelho: “acho que Miguel não quer que eu ande com ele”

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O pré-candidato a deputado federal por Pernambuco, Carlos Britto (PL), em entrevista ao programa Nossa Voz desta sexta-feira (31). Foto: Mídias Sociais/Nossa Voz

Em entrevista ao programa Nossa Voz desta sexta-feira (31), o pré-candidato a Deputado Federal por Pernambuco disse que não houve briga com o colega de partido e que não tem nada contra ele e que, apesar de sua governadora ser Raquel Lyra, não vota em Miguel Coelho para o Senado

Em entrevista ao programa Nossa Voz desta sexta-feira (31) o pré-candidato a Deputado Federal por Pernambuco, Carlos Britto (PL), comentou, pela primeira vez, sobre a discussão pública que protagonizou nos corredores da Câmara de Vereadores de Petrolina, com o colega de partido, o vereador Dhiego Serra (PL), em sessão realizada no dia 9 de junho. À época, nenhum dos dois explicou claramente o motivo do atrito.

Nesta sexta, Carlos Britto disse que não houve briga, mas disse que se exaltou diante do ‘espetáculo’ de Serra.

“Não teve briga. Eu vou te explicar agora porque eu não quis falar, porque assim, estou presidente do partido, eu não vou ficar entrando nessa briga. Eu fui lá, falei com o vereador, de boa, o vereador entendeu que eu falei outra coisa e cresceu na Câmara e começou a gritar. Tanto é que vocês não viram grito nenhum meu, aí ele foi me empurrando para lá e o pessoal foi levando. Quando eu estava lá fora, eu reagi, porque o sangue também ferve no final”, disse.

“Eu reagi, só disse uma palavra lá a ele, disse que ele tava fazendo show, mas eu não tive nada, eu não disse absolutamente nada e pedi numa conversa, que eu não sei se eu foi com o vereador Ronaldo Luiz de Souza, que não é do meu grupo político, que estava do meu lado e ele viu que eu não falei absolutamente nada. Acho que o vereador fez o espetáculo ou o vereador entendeu errado o que eu disse. Então nada contra Dhiego Serra. Ele é vereador do partido”, afirmou.

Ainda segundo Carlos Britto, Dhiego Serra foi quem o chamou para ser candidato à Câmara dos Deputados e que, nas últimas eleições municipais, ele havia o convidado para concorrer como prefeito pelo PL, mas, em tom de justificativa sobre os possíveis atritos existentes entre ele e o vereador, disse que o próprio Diegho Serra optou por não ocupar cargos no diretório do PL.

“Eu cheguei no partido, sabe quem me chamou para ser candidato a deputado federal? Dhiego Serra. Foi Diego Serra que me chamou. Lá atrás, Dhiego Serra havia me convidado para ser o candidato a prefeito do partido. Quando eu fui para o PL, chamei Dhiego Serra”.

“Depois disso, a gente fez um um ato do meu lançamento, Dhiego Serra estava lá. Antes disso, teve um almoço lá em casa, Dhiego Serra estava lá. Eu chamei Dhiego Serra. Dhiego Serra, eu estou eu vou ser presidente do partido. Você quer quer os cargos no diretório? São poucos cargos, cinco, seis. Eu e Lara, nós chamamos Dhiego Serra. Dhiego Serra disse que não queria fazer parte. Foi ele que disse”, destacou.

Questionado se a pré-candidatura de Dhiego Serra à Câmara dos Deputados será oficializada, o presidente do PL em Petrolina não soube afirmar.

“Eu tenho que perguntar a ele. Porque eu não vejo movimentação dele e e eu não vi no partido nenhuma perspectiva de que ele seja candidato. Eu não vi no partido. Mas assim, é um país livre. Eu acho que cada um pode ser o que quiser. Cada um pode dizer o que quiser”, afirmou.

Rompimento com Miguel Coelho e apoio à Raquel Lyra

Carlos Britto também comentou sobre o rompimento com o grupo político do pré-candidato ao Senado e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB). Segundo Britto, o rompimento não ocorreu por causa da sua candidatura à Câmara, mas que ele foi ‘convidado a sair’ do grupo.

“Primeiro, vamos deixar isso claro, o rompimento não foi porque eu sou candidato. Tem que perguntar para eles lá. Eu fui convidado a sair”, afirmou.

O pré-candidato disse ainda que rompimento se deu após ‘perda de espaço’, mas que não há mágoa com Miguel.

“Quando alguém sente que não é bem-vindo, ele não pode mais ficar. Se você for na minha casa e você achar que eu não te dou mais atenção, você vai voltar lá? Não. Então, é o seguinte, é preciso ser verdadeiro, é preciso ser honesto. E as coisas precisam ser ditas de verdade. Os mesmos que falam são os mesmos que sabiam que o meu espaço estava diminuído. Tem mágoa, tem raiva? Nenhuma, zero. Vamos para frente. Está zerado”, disse.

O pré-candidato afirmou ainda que o apoio à Raquel Lyra se mantém, mesmo com Miguel Coelho no palanque da governadora.

“Não tem problema nenhum, ele estar lá. Minha governadora é Raquel Lyra”, afirmou.

Questionado se votaria em Miguel Coelho para o Senado, Carlos Britto disse que não e justificou dizendo que Miguel não quer que ele ‘ande com ele’.

“Não, não vou votar, não. Porque eu acho que o Miguel não quer que eu ande com ele. Se ele me tirou de perto dele, ele não quer que eu ande com ele”, disse.