
Em entrevista durante sabatina ao programa Nossa Voz desta sexta-feira (28), o candidato ao governo de Pernambuco pelo Missão criticou o que chamou de “cultura de lideranças políticas de sangue azul” que, segundo ele, representa uma “geração fracassada” da política
Estreante na corrida eleitoral e encabeçando a primeira candidatura do recém-criado partido Missão ao governo de Pernambuco, Renan Hallais disse que candidatura é desafio grande, mas que tem competitividade na disputa por não enxergar capacidade de mudança nos adversários.
“Realmente é um desafio muito grande no sentido de: “Ah, você nunca foi candidato e você já está tentando o governo do estado”. Não é que eu estou tentando, me ofereceram essa missão, Renan Santos, o candidato à presidência veio aqui, ofereceu esse caminho, me chamou, me convidou, eu aceitei esse desafio e eu não vejo meus concorrentes com essa capacidade. E é estranho poder falar isso, mas é porque assim, aqui em Pernambuco criou-se uma cultura de lideranças políticas serem sangue azul”, afirmou.
Na continuidade da resposta, Hallais fez menção aos adversários de campanha, João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) para exemplificar esse cenário político e chamou o ex-prefeito do Recife e a atual governadora de Pernambuco de “traidores geracionais” ao argumentar que eles não trazem resultados para a geração que representam.
“Eu posso comparar com Raquel, que o pai dela já foi governador de Pernambuco, que foi vice de Eduardo Campos. Eu posso ver João Campos, que é filho de Eduardo Campos, filho de Arraes. Se você pegar a propaganda de João, que eu estava ouvindo antes de entrar, ele remete sempre ao passado. Então, assim, ambos, tanto o João quanto o Raquel, eu falo que são traidores geracionais. Por quê? A geração política, eu não estou falando de direita e esquerda agora, de centro, eu estou falando de resultados. A geração política do passado entregou para minha geração e as próximas gerações o quê?”, questionou.
“Não tem ferrovia em Pernambuco, a gente não tem capacidade capacidade de compra, a geração deles tem. Tem capacidade de comprar um imóvel muito mais fácil do que a minha. Eu tenho que parcelar um imóvel em 120 anos. Sei lá, 60 anos, uma moto. Eu tenho que parcelar pix agora. Já saiu matéria já que o brasileiro está parcelando pix. Mais de 80% do brasileiro é endividado. O brasileiro hoje, a minha geração é escrava do crime organizado”, acrescentou.
Se apresentando como uma via de transição política, Renan Hallais diz que João Campos e Raquel Lyra representam uma ‘geração fracassada’ e se coloca na disputa como alternativa de mudança.
“Eu não consigo ver capacidade nem em João, nem em Raquel, porque não gera resultado e eles representam o grupo, esse grupo de uma geração fracassada. Então, assim, a missão veio para a minha geração e as próximas gerações chegarem a um poder. Isso vai acontecer, pode não ser esse ano, isso mas isso vai acontecer”, afirmou.


